Sex and Rio

13:08 Ana Carolina Paiva 0 Comentários


Sabe o que eu não tenho saco: discurso esquemático, pronto, saído do forno. Tipo: a indústria do entretenimento é nociva, a televisão não tem nada que presta... todos esses discursos arrematados pelo senso comum. É como se a criatura humana: pobre, rico, preto, branco, amarelo, enfim, não tivesse livre arbítrio e tutano para desligar ou simplesmente zapear com aquela coisinha mágica chamada controle remoto aquela porcaria que estaria passando... (minha singela homenagem aos operadores de telemarketing) 



E mesmo que tudo esteja realmente uma merda para os padrões intelectualóides-novela, reality shows, aberrações, et que veio num sei da onde ajudar a construir as pirâmides do Egito, sit cons, etc, no meio desse caldeirão todo é possível vislumbrar um horizonte como a boa, velha e já ultrapassada série americana Sex and the City. Que coisa mais boa da conta de se ver! Aquilo é um verdadeiro manual da alma feminina e a protagonista é uma fofa com sua beleza "esteticamente mal resolvida" e fora dos padrões. Os diálogos de graça, valem muito mais que muita ida a consultório de psicanálise. O tema ontem era fé. E o namorado do Carrie Bradshaw por quem ela está completamente arriada nem mesmo a apresenta para a mãe e ainda diz: "tenha fé, quem sabe um dia eu te apresento pra minha mãe quando tiver certeza que vc é a mulher certa?" No dia seguinte ele aparece no seu carrão de motorista com passagens para o Caribe e a Carrie, tchan, termina com o gostosão de cabelo pintado. 

Claro que a personagem fica arrasada, então vem os pensamentos da escritora: "Chorei por uma semana, mas percebi que tenho fé, fé em mim. Pois tenho certeza que um dia vou conhecer um homem que não terá dúvidas de que eu sou a mulher certa." Uhú! As falas dessa personagem levantam a auto estima de qualquer mulher. Ponto para o velho, americano, enlatado, clichê e muito bom Sex and the City!

 PS: Estou dando um tempo nas saturnais de Baco. 

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